31 outubro, 2017

E então como corre a formação

Desde o final de Setembro que ando a frequentar uma formação em investigação clínica! Adoro adoro adoro! Pela primeira vez sinto que estou numa direção profissional com a qual me identifico e isso não tem preço. Uma das coisas que mais gosto nesta formação é que os módulos não são dados por professores, mas sim por experts, por profissionais com anos de experiência e que nos transmitem a realidade da indústria farmacêutica, do desenvolvimento de novos medicamentos, dos ensaios clínicos e pré-clínicos, entre muitas outras coisas. Atenção, eu não tenho absolutamente nada contra os professores, mas chegamos a uma etapa da nossa vida que queremos deixar o mundo encantado que é o académico e precisamos do contacto com o mundo industrial, e eu estou nessa fase 😉


Esta formação está a ser muito importante, tanto para o meu desenvolvimento pessoal como profissional, mas como tudo na vida tem as suas consequências menos apreciáveis. Entre trajetos de carro de ida para Bruxelas e volta para Mons todos os dias, família, doutoramento e todo o investimento pessoal que esta formação implica fico sem tempo para tantas outras coisas que também me apaixonam, tais como o blog, ginásio, almoços com amigas, etc. Mas sinceramente não me vou lamentar, primeiro porque não gosto de me lamentar e segundo porque o balanço desta fase da minha vida é muito positivo! Além disso será uma fase passageira, visto que a formação é de 3 meses e um já lá vai 😜

Agora que já estou mais adaptada à nova rotina vou tentar estar mais presente, tanto no meu blog, como no vosso!

Boa terça-feira a todos ✨

03 outubro, 2017

Oktoberfest

Foi em 2012, há já 5 anos que embalei na loucura deste famoso festival Oktoberfest. Estava na Bélgica e pareceu-me uma ótima oportunidade para conhecer e disfrutar de toda a cultura alemã. O Oktoberfest é um festival de cerveja em Munique, Alemanha, criado pelo rei bávaro Ludwing I para celebrar o seu casamento em 1810.  

Uma amiga minha tem um amigo que mora em Munique e pumbas ... lá fomos nós :) Só fomos uma noite, mas deu para captar toda a essência deste festival.

Esta menina sou eu há cinco anos atrás
Muita gente, cerveja, trajes típicos alemães, música, ambiente festivo e multicultural caracterizam na perfeição este festival. 



As cervejas são gigantescas e demoram anos a serem bebidas. Mas também há quem as beba em segundos 😜 Eu não sou amante de cerveja (prefiro mil vezes um copo de vinho), mas ir ao Oktoberfest e não beber cerveja é pior do que ir a Roma e não ver o pápa! Claro que a nossa predisposição para fazer certas coisas vai mudando com a nossa maturidade, responsabilidades, gostos e com a vida em geral. Hoje não faria sentido ir a este festival, mas há cinco anos atrás fez todo o sentido e diverti-me imenso com pouca cerveja (garanto!).

Um pormenor que me chamou à atenção é a organização excessiva dos alemães. Vocês acreditam que em pleno festival havia uma senhora de apito na boca a pôr ordem à fila para a ida às casas de banho? Achei super engraçado 😆


Alguém aí desse lado que já tenha ido ou que queira ir ao Oktoberfest?

27 setembro, 2017

Despertar

A Cris, autora do blog a vida não tem de ser perfeita lançou o desafio palavras quase perfeitas à blogosfera e eu rendi-me completamente há já oito meses. A palavra deste mês é despertar.


Este despertar pode ter uma interpretação muito vasta e eu vou-me concentrar no despertar relacionado com a vida profissional. Tenho pensado muito na minha vida profissional, o que gostaria de fazer, o que me faria realmente feliz e encarar uma segunda-feira da mesma forma que encaro uma sexta-feira. 

Como já referi algumas vezes estou a terminar o doutoramento e também já comecei há alguns meses a procurar trabalho. Tenho plena consciência que a maioria das vezes somos levados pela corrente, pela pressão social e econónica e não dedicamos realmente tempo a pensar na nossa vida profissional. Não pensamos o que realmente nos faria felizes; ou se pensamos, raramente lutamos pelo nosso sonho, porque o que precisamos é de trabalhar, ganhar experiência e dinheiro. Eu costumo dizer que o maior ensinamento que o doutoramento me deu não foi a nível científico, mas sim a nível pessoal. Permitiu-me conhecer-me profundamente, identificar todos os meus medos, os meus defeitos, bem como as minhas qualidades e as vitórias que quero alcançar. O doutoramento foi um longo e duro percurso. Arrisco-me a dizer que teve momentos penosos, de uma ânsia e angústia intermináveis. É um trabalho muito solitário, ou pelo menos o meu foi e isso fez com que o percurso fosse ainda mais doloroso. Mas o doutoramento foi importante a vários níveis e uma das certezas que me deu foi a de não querer fazer carreira académica, ou seja, não quero fazer pos-doutoramento, nem pretendo ser professora universitária, pelo menos não aqui na Bélgica. Estar consciente dessa certeza já é um avanço, contudo ainda me sentia perdida quanto ao que realmente gostaria de fazer. Pensei, repensei e pesquisei, até que surgiu uma luz, um tal despertar para uma possível vida profissional com a qual me identifique. Para isso tive de concorrer a uma formação de duração de 6 meses (3 meses teoria + 3 meses estágio) e o meu interesse por esta formação era de tal forma visível que fui uma das candidatas aceites :) Esta formação vai-me direcionar na área de investigação clínica que é realmente uma das vertentes que mais me apaixona. O facto de ter estágio é sem dúvida uma vantagem e uma enorme motivação e vai-me permitir adequirir alguma experiência e ter um primeiro contacto com o mundo do trabalho fora da universidade. 

O despertar profissional atingiu-me a mim, mas sei que atinge milhares de pessoas. Estou certa de que há muita gente infeliz com o seu trabalho. Aliás conheço vários testemunhos de infelicidade profissional. É um tema muito interessante e complexo, ou então nós é que o complicamos. Não posso confirmar de que esta direção me vai trazer a felicidade profissional que procuro, mas tenho a consciência tranquila de que estou a tentar. Certamente vai-me levar anos a construir felicidade e realização profissional, mas o meu objetivo é conseguir alcançar. E hei-de conseguir 🙌 Se tiver de fazer uma coisa completamente diferente da minha área, também o farei com imenso gosto, com dedicação e sempre com o objetivo de me sentir feliz. Como já perceberam felicidade é a minha palavra de ordem! 

E vocês já sentiram algum despertar profissional? Ou outro tipo de despertar?


P.S: A formação começou esta semana e ainda estou em período de adaptação. Passo muitas horas fora de casa, sem acesso à internet e estou com o tempo limitado para me dedicar ao blog, para publicar e para visitar os vossos cantinhos cheios de inspirações.


20 setembro, 2017

Vegetariano não é sinónimo de saudável


Desde que vim para a Bélgica o meu consumo de carne e peixe diminuiu drasticamente. Primeiro porque a carne é bastante cara (e na altura que vim ainda era estudante e, portanto, com um salário bastante reduzido) e o peixe então nem se fala. Habituei-me a cozinhar com legumes, bem como a tirar o melhor proveito das leguminosas. Depois também vi um documentário dos maus tratos aos animais para nosso belo prazer e fiquei com o coração do tamanho de uma semente. Deram grande ênfase aos animais que têm, tal como nós, sistema nervoso e, por conseguinte, sofrem imenso e sentem. A partir desse documentário é rara a vez que compre carne de vaca , de porco ou anho. Mas atenção eu não as eliminei por completo da minha vida. Até porque se for a casa de alguém não lhes resisto. Assim como também não resisto a um bom enchido. Simplesmente decidimos que no nosso frigorífico iríamos pelo menos tentar ter a menor quantidade possível desse tipo de carnes. Ou seja, a minha alimentação passa muito por carne de aves. 

Estas questões da alimentação estão cada vez mais na ordem do dia. Acho muito importante nos importarmos com aquilo que comemos, mas também acho muito importante pesquisarmos bem sobre o assunto, sermos criticos e não aceitar em 5 minutos aquilo que lemos ou ouvimos. 


Desde já quero esclarecer que esta é só e meramente a minha opinião. Não sou médica, nem nutricionista e estou longe de ser vegetariana. Mas não fico indiferente quando me deparo muitas vezes com a seguinte frase, ou algo do género: "vegetariano por uma alimentação saudável". Uma alimentação saudável é uma alimentação equilibrada! Tanto os vegetarianos como os não vegetarianos podem seguir um regime alimentar saudável. 

Esta semana vi um documentário de vários produtos vegan, altamente processados e com uma percentagem de sal quase 7 vezes superior a um produto não vegan (especialmente produtos vegan a imitar a carne, tais como a mortadela, por exemplo). Acima de tudo devemos saber interpretar a composição dos produtos! Isso sim é importante! 

Já alguma vez refletiram sobre o assunto? O que acham?


18 setembro, 2017

Ginásio ao domingo? 🙄

Se há uns tempos me perguntassem se eu era capaz de ir ao ginásio ao domingo eu diria JAMAIS! Para mim o domingo sempre foi significado de descanso absoluto, almoço em família, passeio, filmes e filmes, deitadinha no sofá ... e todas essas coisas boas que se fazem ao domingo! 


Acontece que agora, com a chegada do meu príncipe e à medida que ele vai crescendo, tem sido muito difícil encontrar o timing perfeito para treinar. Muitas vezes nem é bem a falta de tempo, porque tempo arranja-se sempre. Mas agora que sou mãe (e com certeza as mães vão-me perceber), gosto de aproveitar o tempo que tenho para estar com o meu filho. Durante a semana, o tempo para estar com ele já não é muito, e se a esse tempo ainda tiro uma ou mais horas para ir ao ginásio, fico com ainda menos tempo para estar e brincar com ele. 

A verdade é que também gosto de treinar e faz-me bem, não só física, mas também mentalmente. Então olhem, a solução que encontrei esta semana, ou melhor na semana passada, foi ir ao ginásio no domingo. Aproveitei o facto de o Tiago ainda dormir uma boa hora de manhã e lá fui eu! 

A experiência foi bem melhor do que aquilo que eu estava à espera. Havia gente no ginásio, mas nada de exageros. O suficiente para eu não me sentir sozinha e ao mesmo tempo para ter as máquinas que eu gosto disponíveis. 

Gostei deste sistema e o mais provável é repetir. Pelo menos enquanto o Tiago dormir uma hora de manhã. Assim posso treinar sem abdicar do tempo em que posso estar com ele. 

Há por aí alguém que treine ao domingo?

13 setembro, 2017

O meu primeiro trabalho

Abril 2004,

Inaugurava-se o Vilas café! Fui como convidada e acabei o dia como funcionária daquele espaço preparado com tanto carinho pelos meus tios.


Havia muita gente, para mim todos, ou quase todos conhecidos. Havia muito trabalho e voluntariamente ofereci-me para ajudar. Aparentemente calma, mas muito despachada e de uma simpatia característica (assim me descreviam), empenhei-me naquela tarefa, simpatizaram comigo e com o meu desempenho e eu fiquei rendida ao trabalho e prazer de bem servir!

Dos meus 16 até aos meus 22 anos de idade trabalhei no Café Vilas aos fins de semana e nas férias escolares. Os meus pais nunca me obrigaram a trabalhar, e até então eu também não tinha pensado no assunto. Aconteceu de forma muito rápida, mas muito natural.

Sorria todos os dias, ri-me muitas vezes à gargalhada, ouvi, fui ouvida, chorei muitas vezes também, tive dias de stress, de um cansaço infindável, mas fui sempre muito feliz! Foi uma aprendizagem muito positiva em vários sentidos, ou até mesmo o reforço de várias características que nos preparam para o mundo do trabalho, para um mundo mais adulto e de mais responsabilidades. Cumprir horários, respeitar tanto os colegas de trabalho como cada pessoa que entrava naquele café, perceber os meus limites, pôr à prova a minha vocação de responder com educação a pessoas menos bem educadas (foram poucas, mas também as houve), focar-me nas tarefas e nos objetivos e divertir-me. Sim, é possível divertir-se a trabalhar, quando se trabalha com paixão e se sente que o nosso trabalho é valorizado.   

Carrego na mente as melhores recordações, os melhores momentos, as melhores aprendizagens e trago no coração as pessoas mais bondosas que tive o prazer de conhecer nesse longo percurso.   

Concluindo, o meu primeiro trabalho foi uma experiência muito positiva. E vocês, trabalharam aquando dos estudos? Lembram-se do primeiro trabalho?

  

10 setembro, 2017

Pedicure belga 🤔

E eu que pensava que a pedicure era igual em todos os países 🤔 Não poderia estar mais enganada! 

Aqui há uns tempos recebi um voucher de uma amiga para um salão de estética e na semana passada lá fui eu. Decidi fazer pedicure porque gosto sempre do resultado final (fica melhor do que quando faço em casa). 


Desde que estou na Bélgica, foi a primeira vez que aqui fiz uma pedicure e desconfio que também será a última 😜 Ora isto porquê? Então estava eu toda relaxada, de vez em quando lá falava com a esteticista (muito simpática, por sinal), apreciava o trabalho dela para depois tentar fazer em casa. Tive os pés de molho durante 10 minutos; limou-me as unhas; passou-me uma lima nos calcanhares, na planta do pé e na parte exterior do dedo grande pois tenho tendência a ganhar alguma calosidade. Passou-me um creme e fez uma breve massagem e disse voilà. Por momentos fiquei confusa e pensei: não isto ainda não pode ter acabado porque falta pintar as unhas. Mas para meu grande espanto tinha mesmo acabado ... Eu não sei como é nas vossas terras, mas em Monção e na terra do meu D., quando vou fazer uma pedicure, o verniz está incluido! E parece-me tão normal!

Mas pronto, o bom disto tudo é que me ofereceram um café e fiquei com os pés muito bem tratados.