27 setembro, 2017

Despertar

A Cris, autora do blog a vida não tem de ser perfeita lançou o desafio palavras quase perfeitas à blogosfera e eu rendi-me completamente há já oito meses. A palavra deste mês é despertar.


Este despertar pode ter uma interpretação muito vasta e eu vou-me concentrar no despertar relacionado com a vida profissional. Tenho pensado muito na minha vida profissional, o que gostaria de fazer, o que me faria realmente feliz e encarar uma segunda-feira da mesma forma que encaro uma sexta-feira. 

Como já referi algumas vezes estou a terminar o doutoramento e também já comecei há alguns meses a procurar trabalho. Tenho plena consciência que a maioria das vezes somos levados pela corrente, pela pressão social e econónica e não dedicamos realmente tempo a pensar na nossa vida profissional. Não pensamos o que realmente nos faria felizes; ou se pensamos, raramente lutamos pelo nosso sonho, porque o que precisamos é de trabalhar, ganhar experiência e dinheiro. Eu costumo dizer que o maior ensinamento que o doutoramento me deu não foi a nível científico, mas sim a nível pessoal. Permitiu-me conhecer-me profundamente, identificar todos os meus medos, os meus defeitos, bem como as minhas qualidades e as vitórias que quero alcançar. O doutoramento foi um longo e duro percurso. Arrisco-me a dizer que teve momentos penosos, de uma ânsia e angústia intermináveis. É um trabalho muito solitário, ou pelo menos o meu foi e isso fez com que o percurso fosse ainda mais doloroso. Mas o doutoramento foi importante a vários níveis e uma das certezas que me deu foi a de não querer fazer carreira académica, ou seja, não quero fazer pos-doutoramento, nem pretendo ser professora universitária, pelo menos não aqui na Bélgica. Estar consciente dessa certeza já é um avanço, contudo ainda me sentia perdida quanto ao que realmente gostaria de fazer. Pensei, repensei e pesquisei, até que surgiu uma luz, um tal despertar para uma possível vida profissional com a qual me identifique. Para isso tive de concorrer a uma formação de duração de 6 meses (3 meses teoria + 3 meses estágio) e o meu interesse por esta formação era de tal forma visível que fui uma das candidatas aceites :) Esta formação vai-me direcionar na área de investigação clínica que é realmente uma das vertentes que mais me apaixona. O facto de ter estágio é sem dúvida uma vantagem e uma enorme motivação e vai-me permitir adequirir alguma experiência e ter um primeiro contacto com o mundo do trabalho fora da universidade. 

O despertar profissional atingiu-me a mim, mas sei que atinge milhares de pessoas. Estou certa de que há muita gente infeliz com o seu trabalho. Aliás conheço vários testemunhos de infelicidade profissional. É um tema muito interessante e complexo, ou então nós é que o complicamos. Não posso confirmar de que esta direção me vai trazer a felicidade profissional que procuro, mas tenho a consciência tranquila de que estou a tentar. Certamente vai-me levar anos a construir felicidade e realização profissional, mas o meu objetivo é conseguir alcançar. E hei-de conseguir 🙌 Se tiver de fazer uma coisa completamente diferente da minha área, também o farei com imenso gosto, com dedicação e sempre com o objetivo de me sentir feliz. Como já perceberam felicidade é a minha palavra de ordem! 

E vocês já sentiram algum despertar profissional? Ou outro tipo de despertar?


P.S: A formação começou esta semana e ainda estou em período de adaptação. Passo muitas horas fora de casa, sem acesso à internet e estou com o tempo limitado para me dedicar ao blog, para publicar e para visitar os vossos cantinhos cheios de inspirações.


20 setembro, 2017

Vegetariano não é sinónimo de saudável


Desde que vim para a Bélgica o meu consumo de carne e peixe diminuiu drasticamente. Primeiro porque a carne é bastante cara (e na altura que vim ainda era estudante e, portanto, com um salário bastante reduzido) e o peixe então nem se fala. Habituei-me a cozinhar com legumes, bem como a tirar o melhor proveito das leguminosas. Depois também vi um documentário dos maus tratos aos animais para nosso belo prazer e fiquei com o coração do tamanho de uma semente. Deram grande ênfase aos animais que têm, tal como nós, sistema nervoso e, por conseguinte, sofrem imenso e sentem. A partir desse documentário é rara a vez que compre carne de vaca , de porco ou anho. Mas atenção eu não as eliminei por completo da minha vida. Até porque se for a casa de alguém não lhes resisto. Assim como também não resisto a um bom enchido. Simplesmente decidimos que no nosso frigorífico iríamos pelo menos tentar ter a menor quantidade possível desse tipo de carnes. Ou seja, a minha alimentação passa muito por carne de aves. 

Estas questões da alimentação estão cada vez mais na ordem do dia. Acho muito importante nos importarmos com aquilo que comemos, mas também acho muito importante pesquisarmos bem sobre o assunto, sermos criticos e não aceitar em 5 minutos aquilo que lemos ou ouvimos. 


Desde já quero esclarecer que esta é só e meramente a minha opinião. Não sou médica, nem nutricionista e estou longe de ser vegetariana. Mas não fico indiferente quando me deparo muitas vezes com a seguinte frase, ou algo do género: "vegetariano por uma alimentação saudável". Uma alimentação saudável é uma alimentação equilibrada! Tanto os vegetarianos como os não vegetarianos podem seguir um regime alimentar saudável. 

Esta semana vi um documentário de vários produtos vegan, altamente processados e com uma percentagem de sal quase 7 vezes superior a um produto não vegan (especialmente produtos vegan a imitar a carne, tais como a mortadela, por exemplo). Acima de tudo devemos saber interpretar a composição dos produtos! Isso sim é importante! 

Já alguma vez refletiram sobre o assunto? O que acham?


18 setembro, 2017

Ginásio ao domingo? 🙄

Se há uns tempos me perguntassem se eu era capaz de ir ao ginásio ao domingo eu diria JAMAIS! Para mim o domingo sempre foi significado de descanso absoluto, almoço em família, passeio, filmes e filmes, deitadinha no sofá ... e todas essas coisas boas que se fazem ao domingo! 


Acontece que agora, com a chegada do meu príncipe e à medida que ele vai crescendo, tem sido muito difícil encontrar o timing perfeito para treinar. Muitas vezes nem é bem a falta de tempo, porque tempo arranja-se sempre. Mas agora que sou mãe (e com certeza as mães vão-me perceber), gosto de aproveitar o tempo que tenho para estar com o meu filho. Durante a semana, o tempo para estar com ele já não é muito, e se a esse tempo ainda tiro uma ou mais horas para ir ao ginásio, fico com ainda menos tempo para estar e brincar com ele. 

A verdade é que também gosto de treinar e faz-me bem, não só física, mas também mentalmente. Então olhem, a solução que encontrei esta semana, ou melhor na semana passada, foi ir ao ginásio no domingo. Aproveitei o facto de o Tiago ainda dormir uma boa hora de manhã e lá fui eu! 

A experiência foi bem melhor do que aquilo que eu estava à espera. Havia gente no ginásio, mas nada de exageros. O suficiente para eu não me sentir sozinha e ao mesmo tempo para ter as máquinas que eu gosto disponíveis. 

Gostei deste sistema e o mais provável é repetir. Pelo menos enquanto o Tiago dormir uma hora de manhã. Assim posso treinar sem abdicar do tempo em que posso estar com ele. 

Há por aí alguém que treine ao domingo?

13 setembro, 2017

O meu primeiro trabalho

Abril 2004,

Inaugurava-se o Vilas café! Fui como convidada e acabei o dia como funcionária daquele espaço preparado com tanto carinho pelos meus tios.


Havia muita gente, para mim todos, ou quase todos conhecidos. Havia muito trabalho e voluntariamente ofereci-me para ajudar. Aparentemente calma, mas muito despachada e de uma simpatia característica (assim me descreviam), empenhei-me naquela tarefa, simpatizaram comigo e com o meu desempenho e eu fiquei rendida ao trabalho e prazer de bem servir!

Dos meus 16 até aos meus 22 anos de idade trabalhei no Café Vilas aos fins de semana e nas férias escolares. Os meus pais nunca me obrigaram a trabalhar, e até então eu também não tinha pensado no assunto. Aconteceu de forma muito rápida, mas muito natural.

Sorria todos os dias, ri-me muitas vezes à gargalhada, ouvi, fui ouvida, chorei muitas vezes também, tive dias de stress, de um cansaço infindável, mas fui sempre muito feliz! Foi uma aprendizagem muito positiva em vários sentidos, ou até mesmo o reforço de várias características que nos preparam para o mundo do trabalho, para um mundo mais adulto e de mais responsabilidades. Cumprir horários, respeitar tanto os colegas de trabalho como cada pessoa que entrava naquele café, perceber os meus limites, pôr à prova a minha vocação de responder com educação a pessoas menos bem educadas (foram poucas, mas também as houve), focar-me nas tarefas e nos objetivos e divertir-me. Sim, é possível divertir-se a trabalhar, quando se trabalha com paixão e se sente que o nosso trabalho é valorizado.   

Carrego na mente as melhores recordações, os melhores momentos, as melhores aprendizagens e trago no coração as pessoas mais bondosas que tive o prazer de conhecer nesse longo percurso.   

Concluindo, o meu primeiro trabalho foi uma experiência muito positiva. E vocês, trabalharam aquando dos estudos? Lembram-se do primeiro trabalho?

  

10 setembro, 2017

Pedicure belga 🤔

E eu que pensava que a pedicure era igual em todos os países 🤔 Não poderia estar mais enganada! 

Aqui há uns tempos recebi um voucher de uma amiga para um salão de estética e na semana passada lá fui eu. Decidi fazer pedicure porque gosto sempre do resultado final (fica melhor do que quando faço em casa). 


Desde que estou na Bélgica, foi a primeira vez que aqui fiz uma pedicure e desconfio que também será a última 😜 Ora isto porquê? Então estava eu toda relaxada, de vez em quando lá falava com a esteticista (muito simpática, por sinal), apreciava o trabalho dela para depois tentar fazer em casa. Tive os pés de molho durante 10 minutos; limou-me as unhas; passou-me uma lima nos calcanhares, na planta do pé e na parte exterior do dedo grande pois tenho tendência a ganhar alguma calosidade. Passou-me um creme e fez uma breve massagem e disse voilà. Por momentos fiquei confusa e pensei: não isto ainda não pode ter acabado porque falta pintar as unhas. Mas para meu grande espanto tinha mesmo acabado ... Eu não sei como é nas vossas terras, mas em Monção e na terra do meu D., quando vou fazer uma pedicure, o verniz está incluido! E parece-me tão normal!

Mas pronto, o bom disto tudo é que me ofereceram um café e fiquei com os pés muito bem tratados. 

08 setembro, 2017

Máscara Volume Elixir da Yves Rocher

Já não é a primeira vez que vos falo da Yves Rocher. Quando estava em Portugal encomendava por revista e desde que vim para a Bélgica que tenho oportunidade de visitar e comprar no espaço físico. Gosto de lá ir não só pelos produtos, mas também pelas promoções. E há promoções TODOS OS MESES. O mês passado, todos os artigos estavam com um desconto de 40% e eu aproveitei para comprar a máscara volume elixir, a qual nunca tinha experimentado, provavelmente devido ao preço (é mais cara do que as outras máscaras da marca). De todas as que já experimentei, esta foi sem dúvida a que mais me surpreendeu pela positiva. 









O que ela promete:
  • Volume imediato devido à escova cónica com fibras duplas
  • Reforçar e reparar as pestanas devido aos peptídeos de hibisco
  • Não contém parabenos, nem perfume









Opinião da Fia:

A minha experiência com esta máscara tem sido mesmo muito positiva. Tenho sido muito feliz com ela 😉 
Tal como promete dá volume às pestanas, mas é um volume extremamente elegante. As pestanas ficam devidamente volumosas, sem ficarem farfalhudas ou empastadas, como muitas vezes acontece. Como é um volume elegante, acaba por dar um efeito muito natural, tal e qual como eu gosto. 

Esta máscara vai diretamente para a lista dos meus favoritos. 

Conhecem esta máscara? Qual a vossa favorita?  


P.S: Já voltei a conseguir comentar os blogues do sapo 🙌 Obrigada à Chic'Ana pelo esclarecimento! 

07 setembro, 2017

Aviso e pedido de ajuda

Caros bloggers da sapo,

Sabem que costumo ser ativa nos vossos blogues, gosto de ler e de comentar. No entanto, desde terça-feira que só consigo ler, sendo que não me é permitida a opção de comentar. Não sei o que se passa, insiro os meus dados, escrevo o comentário e quando clico em publicar aparece-me uma página em branco, cujo link é http://blogs.sapo.pt/talkpost_do.bml 

Alguém me consegue ajudar a resolver este problema? Já aconteceu isto a mais alguém? 


Desde já muito obrigada