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03 outubro, 2017

Oktoberfest

Foi em 2012, há já 5 anos que embalei na loucura deste famoso festival Oktoberfest. Estava na Bélgica e pareceu-me uma ótima oportunidade para conhecer e disfrutar de toda a cultura alemã. O Oktoberfest é um festival de cerveja em Munique, Alemanha, criado pelo rei bávaro Ludwing I para celebrar o seu casamento em 1810.  

Uma amiga minha tem um amigo que mora em Munique e pumbas ... lá fomos nós :) Só fomos uma noite, mas deu para captar toda a essência deste festival.

Esta menina sou eu há cinco anos atrás
Muita gente, cerveja, trajes típicos alemães, música, ambiente festivo e multicultural caracterizam na perfeição este festival. 



As cervejas são gigantescas e demoram anos a serem bebidas. Mas também há quem as beba em segundos 😜 Eu não sou amante de cerveja (prefiro mil vezes um copo de vinho), mas ir ao Oktoberfest e não beber cerveja é pior do que ir a Roma e não ver o pápa! Claro que a nossa predisposição para fazer certas coisas vai mudando com a nossa maturidade, responsabilidades, gostos e com a vida em geral. Hoje não faria sentido ir a este festival, mas há cinco anos atrás fez todo o sentido e diverti-me imenso com pouca cerveja (garanto!).

Um pormenor que me chamou à atenção é a organização excessiva dos alemães. Vocês acreditam que em pleno festival havia uma senhora de apito na boca a pôr ordem à fila para a ida às casas de banho? Achei super engraçado 😆


Alguém aí desse lado que já tenha ido ou que queira ir ao Oktoberfest?

27 setembro, 2017

Despertar

A Cris, autora do blog a vida não tem de ser perfeita lançou o desafio palavras quase perfeitas à blogosfera e eu rendi-me completamente há já oito meses. A palavra deste mês é despertar.


Este despertar pode ter uma interpretação muito vasta e eu vou-me concentrar no despertar relacionado com a vida profissional. Tenho pensado muito na minha vida profissional, o que gostaria de fazer, o que me faria realmente feliz e encarar uma segunda-feira da mesma forma que encaro uma sexta-feira. 

Como já referi algumas vezes estou a terminar o doutoramento e também já comecei há alguns meses a procurar trabalho. Tenho plena consciência que a maioria das vezes somos levados pela corrente, pela pressão social e econónica e não dedicamos realmente tempo a pensar na nossa vida profissional. Não pensamos o que realmente nos faria felizes; ou se pensamos, raramente lutamos pelo nosso sonho, porque o que precisamos é de trabalhar, ganhar experiência e dinheiro. Eu costumo dizer que o maior ensinamento que o doutoramento me deu não foi a nível científico, mas sim a nível pessoal. Permitiu-me conhecer-me profundamente, identificar todos os meus medos, os meus defeitos, bem como as minhas qualidades e as vitórias que quero alcançar. O doutoramento foi um longo e duro percurso. Arrisco-me a dizer que teve momentos penosos, de uma ânsia e angústia intermináveis. É um trabalho muito solitário, ou pelo menos o meu foi e isso fez com que o percurso fosse ainda mais doloroso. Mas o doutoramento foi importante a vários níveis e uma das certezas que me deu foi a de não querer fazer carreira académica, ou seja, não quero fazer pos-doutoramento, nem pretendo ser professora universitária, pelo menos não aqui na Bélgica. Estar consciente dessa certeza já é um avanço, contudo ainda me sentia perdida quanto ao que realmente gostaria de fazer. Pensei, repensei e pesquisei, até que surgiu uma luz, um tal despertar para uma possível vida profissional com a qual me identifique. Para isso tive de concorrer a uma formação de duração de 6 meses (3 meses teoria + 3 meses estágio) e o meu interesse por esta formação era de tal forma visível que fui uma das candidatas aceites :) Esta formação vai-me direcionar na área de investigação clínica que é realmente uma das vertentes que mais me apaixona. O facto de ter estágio é sem dúvida uma vantagem e uma enorme motivação e vai-me permitir adequirir alguma experiência e ter um primeiro contacto com o mundo do trabalho fora da universidade. 

O despertar profissional atingiu-me a mim, mas sei que atinge milhares de pessoas. Estou certa de que há muita gente infeliz com o seu trabalho. Aliás conheço vários testemunhos de infelicidade profissional. É um tema muito interessante e complexo, ou então nós é que o complicamos. Não posso confirmar de que esta direção me vai trazer a felicidade profissional que procuro, mas tenho a consciência tranquila de que estou a tentar. Certamente vai-me levar anos a construir felicidade e realização profissional, mas o meu objetivo é conseguir alcançar. E hei-de conseguir 🙌 Se tiver de fazer uma coisa completamente diferente da minha área, também o farei com imenso gosto, com dedicação e sempre com o objetivo de me sentir feliz. Como já perceberam felicidade é a minha palavra de ordem! 

E vocês já sentiram algum despertar profissional? Ou outro tipo de despertar?


P.S: A formação começou esta semana e ainda estou em período de adaptação. Passo muitas horas fora de casa, sem acesso à internet e estou com o tempo limitado para me dedicar ao blog, para publicar e para visitar os vossos cantinhos cheios de inspirações.


13 setembro, 2017

O meu primeiro trabalho

Abril 2004,

Inaugurava-se o Vilas café! Fui como convidada e acabei o dia como funcionária daquele espaço preparado com tanto carinho pelos meus tios.


Havia muita gente, para mim todos, ou quase todos conhecidos. Havia muito trabalho e voluntariamente ofereci-me para ajudar. Aparentemente calma, mas muito despachada e de uma simpatia característica (assim me descreviam), empenhei-me naquela tarefa, simpatizaram comigo e com o meu desempenho e eu fiquei rendida ao trabalho e prazer de bem servir!

Dos meus 16 até aos meus 22 anos de idade trabalhei no Café Vilas aos fins de semana e nas férias escolares. Os meus pais nunca me obrigaram a trabalhar, e até então eu também não tinha pensado no assunto. Aconteceu de forma muito rápida, mas muito natural.

Sorria todos os dias, ri-me muitas vezes à gargalhada, ouvi, fui ouvida, chorei muitas vezes também, tive dias de stress, de um cansaço infindável, mas fui sempre muito feliz! Foi uma aprendizagem muito positiva em vários sentidos, ou até mesmo o reforço de várias características que nos preparam para o mundo do trabalho, para um mundo mais adulto e de mais responsabilidades. Cumprir horários, respeitar tanto os colegas de trabalho como cada pessoa que entrava naquele café, perceber os meus limites, pôr à prova a minha vocação de responder com educação a pessoas menos bem educadas (foram poucas, mas também as houve), focar-me nas tarefas e nos objetivos e divertir-me. Sim, é possível divertir-se a trabalhar, quando se trabalha com paixão e se sente que o nosso trabalho é valorizado.   

Carrego na mente as melhores recordações, os melhores momentos, as melhores aprendizagens e trago no coração as pessoas mais bondosas que tive o prazer de conhecer nesse longo percurso.   

Concluindo, o meu primeiro trabalho foi uma experiência muito positiva. E vocês, trabalharam aquando dos estudos? Lembram-se do primeiro trabalho?

  

01 setembro, 2016

Isto de ser emigrante

Sou filha de pais emigrantes, parte da minha família é emigrante e eu, para não estragar as estatísticas, também pertenço a este mundo da emigração.

Naturalidade suíça, nacionalidade portuguesa, com atual residência na Bélgica considero-me capaz de testemunhar as recompensas e as carências de um emigrante, ou pelo menos as minhas. 

Há vários tipos de emigrantes: há os que emigram por necessidade; os que emigram porque simplesmente querem viver essa experiência; os que emigram porque têm mais facilidade em encontrar trabalho na área que são competentes fora de Portugal; ou pura e simplesmente porque surgiu essa oportunidade e não há razão para não aproveitá-la. Esta última foi o meu caso. Estava a terminar o mestrado, na cidade de Mons, na Bélgica, quando o chefe do laboratório me propôs que eu ficasse a fazer o doutoramento. 


Seja qual for o motivo pelo qual se decide emigrar, considero-o como um ato de coragem, porque de facto, não é fácil tomar a decisão de deixar o seu lar, a sua zona de conforto, os amigos de uma vida, a família que tanto nos ama e que nós tanto amámos e ir para um país onde pouco ou nada conhecemos; onde não há aquela pessoa querida à nossa espera no aeroporto para nos dar um abraço e nos conduzir até à nossa terra quando regressamos de uma viagem; onde a língua, as pessoas, as casas, a comida, o sistema governamental, entre tantas outras que ficam por citar são diferentes.